I Seminário Estadual sobre o Trabalho do/a Assistente Social na Assistência Estudantil reúne profissionais e estudantes

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O Conselho Regional de Serviço Social da 16ª Região (Cress/AL) realizou na última quarta-feira, dia 14, o I Seminário Estadual sobre o Trabalho do/a Assistente Social na Assistência Estudantil. O evento antecede o Seminário Nacional promovido pelo Cfess e Cress/MT, que acontecerá em Cuiabá no fim de novembro, e reuniu profissionais e estudantes no Instituto Federal de Alagoas (Ifal).

Na abertura dos trabalhos, a assistente social e presidente do Cress/AL, Marciângela Gonçalves destacou que o evento foi pensado a partir do que o conjunto da categoria tem pautado sob a perspectiva do projeto ético-politico profissional, além de outras deliberações definidos nos encontros nacionais.

“Trouxemos o debate não só para a categoria, mas também para dialogar com a sociedade uma vez que temos vivenciado um contexto de desmonte das políticas sociais e é nestes espaços que podemos pautar e ratificar nosso compromisso com a defesa dos direitos dos profissionais e ainda potencializar as nossas bandeiras de luta do conjunto Cfess/Cress”, afirmou Marciângela Gonçalves.

A assistente social e coordenadora de políticas estudantis da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Manuela Pinheiro reforçou a importância do evento “no contexto político e ideológico atual de ataques à educação pública, principalmente por ser um espaço para fortalecer a categoria”.

A coordenadora de assistência estudantil do Ifal, Karine Santos disse que existem poucos espaços como esse para discutir a assistência estudantil e a assistência social e pontuou a importância do evento onde “com os debates da categoria poderemos também levar encaminhamentos para o encontro nacional”.

Enfrentamento

Após a abertura o professor Doutor da Universidade Federal de Alagoas e presidente da Associação dos Docentes da Ufal, Jailton de Souza Lira e a assistente social do Instituto Federal de Sergipe e doutoranda em Educação pela Universidade Federal de Sergipe, Ana Paula Leite Nascimento participaram da mesa redonda que falou sobre “A Política de Educação no contexto neoliberal e o trabalho profissional do/a assistente social na política de assistência estudantil”.

Na abordagem, Jailton enfatizou a difícil situação política, econômica e social que atravessa o país com a retirada de direitos, desfinanciamento de instituições públicas para justificar a privatização, a criminalização de movimentos sociais e destacou os desafios que vem pela frente, enfatizando que para o enfrentamento “é preciso que haja uma organização coletiva dos profissionais junto com os segmentos da sociedade”, defendeu o professor.

Ana Paula Leite colocou que o debate da expansão, acesso e permanência são uma pretensa democratização que não acompanha a permanência e as ações do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) onde se apresentam de forma insuficiente e são um retrato crônico da escolaridade brasileira e da desigualdade social.  “São necessárias ações que possibilitem a permanência, a conclusão dos respectivos cursos e o êxito na trajetória acadêmica promovidos por meio de ações de política estudantil”, afirmou Ana Paula.

 

Dimensão técnico-operativa

No período da tarde, a professora Doutora da Universidade Federal de Alagoas e assistente social membro da Comissão de Orientação e Fiscalização do CRESS – COFI, Rosa Lúcia Prédes Trindade e a assistente social e agente fiscal do CRESS/AL , Maria Helena da Silva Carvalho falaram sobre “Dimensão técnico-operativa e as demandas para o trabalho do/a assistente social na política de assistência estudantil”.

O Cress, suas competências, estrutura organizacional, os conselhos, diretoria e comissões foram apresentados por Helena Carvalho que falou também sobre a composição da Comissão de Orientação e Fiscalização (Cofi) com a dimensão afirmativa dos compromissos e princípios, e a dimensão político-pedagógica destacando que “a Cofi é uma instância de orientação e não de punição”, afirmou a assistente social.

Rosa Prédes defendeu que a inserção do assistente social na educação reitera uma ideia que a experiência da educação não se limita à sala de aula uma vez que a escola representa as relações sociais e disse que “não podemos cair na limitação uma vez que houve um processo de renovação crítica da profissão, onde há mais teorias que permitem entender a realidade além da aparência”.

Depois do debate junto às/aos participantes houve sorteio de livros.

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