Profissionais e estudantes lotam auditório na abertura do seminário estadual do Dia da/o Assistente Social 2019

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Profissionais e estudantes de Serviço Social participaram nesta quinta-feira, dia 16 de maio, da abertura das atividades realizadas pelo Conselho Regional de Serviço Social 16ª Região (CRESS/AL) em comemoração ao Dia da/o Assistente Social 2019. O seminário estadual que este ano tem como tema "Com o corte de direitos, quem é preta e pobre sofre primeiro", aconteceu no Campus A. C. Simões da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em Maceió.

 

A mesa de abertura foi composta pela presidente do CRESS/AL, Marciângela Gonçalves, pela assistente social e reitora e da UFAL, Valéria Correia, pela representante da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS), Andrea Pacheco, pela conselheira do CFESS, Lylia Rojas, pela diretora da Faculdade de Serviço Social - FSSO/UFAL, Reiva Maria, pelo estudante Jaelson Silva que representou a executiva nacional dos/as estudantes de Serviço Social e pela representante do Sindicato dos Assistentes Sociais (SASEAL), Edmée dos Santos.

 

Em nome da gestão "A luta nos movimenta, a resistência nos fortalece", a presidenta do CRESS/AL  abriu os trabalhos e afirmou que o tema escolhido pelo conjunto CFESS/CRESS traz o debate sobre racismo como ato de denúncia. “O CRESS Alagoas ao pensar nas estratégias de combate ao racismo tem dialogado com o movimento negro e entidades representativas. No caso das/os assistentes sociais o diálogo é essencial uma vez que o Estado tem negado direitos a essa população, que é usuária dos nossos serviços", comentou Marciângela Gonçalves.

 

A presidenta apontou ainda que "as estatísticas sociais mostram a precariedade em que vive a população negra, revelando uma conjuntura de retrocesso e que atinge diretamente as políticas públicas. Nosso posicionamento é contra qualquer forma de violência e preconceito e isso está em nosso código de ética”.

 

A reitora da UFAL, Valéria Correia  comentou que “o momento é de enfrentamento ao desmonte dos direitos onde as armas estão enfrentando os livros e agora é tempo de resistir sim, pois a desigualdade e a violência tem raça e gênero”.

 

Mesa redonda

 

Com o tema "Regressão de Direitos tem classe e cor" foi realizada uma mesa redonda que contou com a mediação da assistente social e conselheira do CFESS, Msc. Mauricleia Santos e do Msc. e membro do Instituto Negro de Alagoas (INEG), Leandro Rosa.

 

Leandro Rosa iniciou o debate questionando: “Até que ponto os direitos sociais, humanos, econômicos e políticos foram construídos para e com a população negra?”.  O palestrante disse ainda que “o racismo institucional existe e existe também o racismo à brasileira, que é velado”. 

 

Dando sequência à temática, a conselheira do CFESS comentou que “é preciso dar centralidade ao debate e ampliar a percepção sobre as diversas formas de racismo e temos que nos aprofundar nas leituras para enfrentar a discussão. Essa retirada de direitos não vem de agora e sabemos que na política de saúde, assistência e educação são dadas migalhas, que por sua vez são retiradas diariamente”, concluiu Mauricleia.

 

Plenárias

 

No período da tarde foram realizadas três plenárias e uma mesa de debate. A mestra, assistente social da SESAB e docente do curso de Serviço Social da UCSAL, Caroline Ramos do Carmo abordou o tema "O trabalho da/o assistente social desconstruindo o racismo institucional". “A sociedade faz enquadramentos por causa da cor da pele, porém todas as vezes que nos reunimos nos reconhecemos e isso tem muita força”, afirmou a assistente social.

 

A segunda plenária trouxe o debate sobre "O direito à cidade da população negra e possibilidades de intervenção profissional" e contou com a participação da doutora Flávia Clemente, docente da Faculdade de Social da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da integrante do Grupo Abi Axé Egbé, Ellen Cirilo.

 

Reforçando todo o cenário de regressão que está incutido no preconceito, Flávia Clemente afirmou que “o racismo no Brasil é violento e genocida”. Diante do exposto, Ellen Cirilo disse que “todo esforço vale a pena e temos que construir estratégias de combate ao racismo e combatê-lo no cotidiano”.

 

A terceira plenária do dia tratou sobre o "Gênero, raça e diversidade cultural: discutindo a particularidade da população negra" e contou com a participação da doutora Marli Araújo, docente da Faculdade de Serviço Social da UFAL e da militante do Movimento Negro e Movimento Feminista, Vanda Menezes.

 

Lembrando que a questão cultural permeia a sociedade o tempo inteiro, Vanda Menezes pontuou que “a herança da escravidão nos tirou a humanidade e precisamos nos apoderar de nossa história porque sem raiz, não há caule, nem frutos”.

 

A assistente social Edna Monteiro, presente ao evento, comentou que todos os anos participa das atividades promovidas pelo CRESS/AL em alusão ao Dia da/o Assistente Social. “Sempre são debatidas questões relevantes e que estão diretamente ligadas à nossa atividade profissional, e este ano o tema do racismo levanta uma realidade enfrentada por todos/as  as/os profissionais de nossa área”, concluiu Edna Monteiro.

 

O seminário foi encerrado com uma mesa de debate comandada por Caroline Ramos do Carmo, onde foram abordados "Os desafios para o trabalho da/o assistente social no combate ao racismo".

 

Encerramento

 

O encerramento das atividades teve ainda o sorteio de livros para as/os participantes. Em seguida houve uma atividade cultural que contou com um Buffet de comidas afro-indígenas e com a apresentação da banda Afro-Dendê, que não deixou ninguém parado.

 

 Seminários no interior

 

Promovendo a interiorização das atividades, o CRESS/AL estará também realizando dois seminários regionais.

 

Nesta sexta-feira, dia 17, as atividades aconteceram no mini-auditório da Ufal, em Delmiro Gouveia e na quarta-feira, dia 22, o seminário será realizado no planetário situado na cidade de Arapiraca.

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